Rio Branco

De Sala Brusque Virtual

Tabela de conteúdo

Histórico da Comunidade[1]

O Bairro Rio Branco foi colonizado, majoritariamente por imigrantes alemães que o denominaram de Grosser-Fluss, cujo significado na língua alemã é Grande Rio. Este nome originou-se inspirado nas dimensões do Rio Itajaí- Mirim que delimita as terras do bairro.

Os imigrantes alemães, que se estabeleceram no bairro, cultivavam a cana-de-açúcar, a fim de retirar o açúcar mascavo, e a cachaça. Produtos esses que posteriormente poderiam ser trocados ou vendidos nos postos de venda da Colônia. Além destes produtos, os imigrantes alemães tinham o hábito de cultivar verduras e legumes para o consumo doméstico.

Foi no ano de 1948 que o Bairro passa a chamar-se Rio Branco, e desde então permanece com o mesmo nome. Bairro este que se localiza na cidade de Brusque, Santa Catarina e que tem seus limites determinantes formados deste modo:

  • Bairro Dom Joaquim: a ponte torna-se o limite;
  • Bairro Guarani: a Associação do Archer torna-se o limite;
  • Município de Guabiruba: o rio da localidade da Fazenda torna-se o limite.

O Bairro Rio Branco é constituído de estabelecimentos industriais, comerciais, uma instituição escolar, instituições religiosas de variados credos e uma instituição esportiva, bem como se compõe de diversas moradias que tem seu numero ampliado ano após ano.

Destaca-se que desde 2004, formou-se um grupo de pessoas (voluntárias) empenhadas, juntamente com a Paróquia do bairro de Dom Joaquim para a construção de uma Igreja Católica no bairro Rio Branco, muitas promoções já se realizaram e a escola sedia o local para os eventos. Segundo as pessoas organizadoras desta iniciativa as em 2005 pretendem iniciar as obras.

Os estabelecimentos industriais limitam-se ao ramo têxtil e destacam-se: tecelagens e confecções. Quanto aos estabelecimentos comerciais destacam-se: lojinhas, mercados, padaria, farmácia, academia e açougue. As instituições existentes são:

  • A Escola de Ensino Fundamental Rio Branco, que atende desde o jardim até a 8ª série;
  • A Congregação Universal do Brasil, popularmente conhecida como a Igreja dos Crentes;
  • Comunidade São José da Igreja Católica Apostólica Romana;
  • A Sociedade Esportiva Rio Branco, onde é o ponto de encontro dos moradores para as atividades de lazer.

A comunidade do Bairro Rio Branco é heterogênea, pois se constitui de habitantes do próprio local, bem como moradores de outros estados do Brasil como: São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e principalmente do Paraná. Estes moradores em sua grande maioria trabalham nas indústrias do Bairro ou da cidade (centro).

É um Bairro que continua com muitas áreas de vegetação preservada, e por isso torna-se uma região agradável de viver. Destaca-se do Bairro a rua principal que é asfaltada e vem sendo melhorada em termos de recuperação e construção de calçadas, para facilitar a circulação de pedestres e ciclistas, fazendo com que a via se torne mais segura. Isto se faz necessário, pois o bairro recebe um trânsito bastante pesado que se compõem de caminhões, máquinas, automóveis, motos, bicicletas... No horário de entrada e saída dos funcionários das fábricas o movimento fica ainda mais intenso, aumentando os riscos de acidentes. Há duas faixas de pedestres, uma em frente a saída da escola, outra em frente a Tecelagem Atlântica, contudo nem sempre são respeitadas.

Sobre a “Casa Atlântica”[2]

Em meados do século de XIX, provavelmente próximo a data de 1890, foi erguida no bairro a residência da família Petermann, os dados apontam para os nomes de Carlos e Madalena Petermann, como os responsáveis por sua construção. Mais tarde, a residência da família passou por uma reforma, efetuada então por Alois e Ana Petermann (2ª geração da família). A empresa Tecelagem Atlântica, adquiriu a residência que se localiza em frente da mesma. O empresário Antônio Ogliari, proprietário da Atlântica, acalentava um sonho de preservação, que tornou-se realidade em 2012, quando a residência transformou-se no showroom da empresa, local de lançamento da coleção de “Inverno 2012 da Atlântica – Cama e Banho”.

Casa a casa tornou-se patrimônio histórico do bairro e referência em preservação pela ação da iniciativa privada.

Escola E. F. Rio Branco

A história da Escola de Ensino Fundamental Rio Branco tem sua gênese no início do ano de 1930, época em que a Escola era denominada: Escola Mista Provisória de Grosser-Fluss. Naquele ano estudaram 45 alunos, distribuídos de 1ª à 4ª série, e o professor responsável era Celso Schaefer. A denominação passou a ser em 1939 "Escola Mista Estadual Grosser-Fluss."

Já na década de 40 destaca-se (1948) dois fatos marcantes para a Escola Mista Estadual Grosser-Fluss, o primeiro foi a aquisição de um novo local para o funcionamento (Local onde existe hoje a tecelagem Atlântica), e o segundo corresponde a troca de nome do Bairro e da Escola, outrora denominados de Grosser-Fluss, naquele ano passando a serem então chamados de Bairro Rio Branco e "Escola Estadual Rio Branco" em homenagem ao bairro. Ao passo que quanto a denominação seguem as transformações subseqüentes:

Em 1951 - Escola Supletiva Rio Branco;

Em 1952 até 1953 - Escola Estadual Desdobrada Rio Branco;

Em 1954 até 1956 - Escola Desdobrada Rio Branco;

Em 1960 até 1971 - Escola Isolada Estadual Rio Branco;

Destaca-se aqui, que no ano de 1972, a escola adquiriu um novo e definitivo local de funcionamento, no qual permanece edificada até hoje. Naquele ano passa a ser denominada de Escola Isolada Rio Branco.

Municipalização

Em 1998 a Escola Isolada Rio Branco é municipalizada e recebe nova denominação: Escola Reunida Municipal Rio Branco [3]. Com a municipalização o nome da escola fora alterado para Escola Reunida Municipal Rio Branco[4], situada agora no logradouro: Rua Ernesto Bianchini, Nº 829.

Finalmente no ano de 2000, a escola ganha rua atual denominação: Escola de Ensino Fundamental Rio Branco[5], denominação que continua até hoje, sendo que a localização se firmou então na Rua Ernesto Bianchini, 829, Brusque - Santa Catarina.

Religiosidade

Igreja São José Operário

A capela é recente e desde 2004 é realizada uma festa anual, no segundo sábado de maio.

Referências

  1. Produzido pelos alunos da Escola Fundamental de Ensino Rio Branco pelo Projeto “Memória Viva: Meu Bairro... Minha cidade". Coordenador do projeto Marlus Niebuhr. Pesquisa realizada em 2010.
  2. contribuição de texto Marlus Niebuhr - 2012
  3. Brusque. Decreto nº 4.084 de 23 de junho de 1998 que "Transforma Escolas Municipalizadas".
  4. Decreto Nº 4084/98, na data de 23 de junho de 1998.
  5. Brusque. Decreto Nº 4.623/2000 de 20 de novembro de 2000. Altera identificação dos estabelecimentos de ensino da Rede Municipal de Ensino de Brusque em EEB, EEF e CEI.
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