Margarethe Jonk

De Sala Brusque Virtual

Das personalidades do passado brusquense, nenhuma foi mais querida e teve designação popular mais carinhosa do que Margarethe Jonk: MUTTER JONK.

Duas gerações de brusquenses ela ajudou a trazer ao mundo, o que lhe valeu a amizade, o respeito e a confiança de toda mulher na plenitude da maternidade, além da consideração da comunidade.

Mutter Jonk, ao aceitar a plena execução de sua profissão de parteira, certamente tinha consciência de sua responsabilidade, dos parcos recursos médicos e farmacêuticos, das dificuldades de locomoção, a pé, a cavalo, com carroça ou carro de mola, na vila e na extensa região colonial.

Dedicou-se à profissão confiando em seus conhecimentos e em sua coragem para enfrentar com decisão as deficiências próprias da época. As cartas que dirigia aos filhos distantes refletem seu caráter, suas preocupações e dedicações maternais. E é no aspecto espiritual desses documentos, nas condições de esposa e mãe, que se avaliam o cuidado e a dedicação com que formou e educou tantas mães na Comunidade brusquense.

Margarethe Jonk, nascida Todt, era natural da Alemanha. Cedo emigrou para o Brasil, cuja cidadania abraçou, prestando juramento, no dia 27 de setembro de 1857, na Freguesia de Santa Tereza de Valença, no Rio de Janeiro. Casou com Ferdinando Jonk, natural de Holstein, Alemanha, em Petrópolis, tendo desse matrimônio nascido 5 filhos, 42 netos, 88 bisnetos e 4 tataranetos. Foi Ferdinando Jonk um dos fundadores da Sociedade de Atiradores, e membro destacado da Comunidade Evangélica. Mutter Jonk, nos últimos anos de sua vida, já viúva, residia com uma de suas filhas em pequeno prédio, situado nas imediações do Largo 4 de Agosto.

Faleceu no dia 30 de setembro de 1932, com 94 anos. Acha-se sepultada no cemitério evangélico.

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