Francisco Carlos de Araújo Brusque

De Sala Brusque Virtual

  • Marlus Niebuhr, Historiador.

Presidente da Província de Santa Catarina – foi personagem de destaque no Brasil Imperial, atuou como Ministro da Marinha no período da Guerra Paraguai. Acompanhou os imigrantes no vapor Belmonte, em 1860, que ancorou na pequena vila de Itajahy, na ocasião foi homenageado durante um jantar, pelo orador Dr. Joaquim Monteiro Caminhoá, que lançou a idéia de dar à nova colônia o nome de Brusque, mesmo diante de sua esquiva, o nome Brusque ficou associado a nova colônia, assim passou a ser conhecida como colônia “Itajahy-Brusque”.

Para melhor entender a história deste ilustre personagem, devemos voltar no tempo, mas especificamente para a bela paisagem de Toscana, na Itália. Um nobre de Florença, decide ir a Portugal, o ano não sabemos ao certo precisar, provavelmente em 1762 ou 1763, seu nome Nicolau Bruschi. Chegando as terras do Rei D. José II, logo foi nomeado Mordomo-Mor do Paço Real. Para compreendermos melhor a saga desta família, seguimos as pesquisas de Heráclito Brusque, publicadas na Revista-Só, somos informados que:

Casou –se em Lisboa com D. Anna Joaquina Vieira de Aguiar e Almada, dama pertencente à alta nobreza portuguesa e deste consórcio nasceram em Lisboa quatro filhos: José Luiz, João, Francisco Vicente e Maria Amália. Por ocasião do seu casamento foi-lhe reconhecida a qualidade de nobre florentino de primeira linhagem e conferido o foro perpétuo, com transmissão a todos os seus descendentes e todas as prerrogativas, de fidalguia portuguesa e inscrito o seu nome e respectivos registros na Torre do Tombo. Quando D.João VI veio ao Brasil deixou Nicolau Bruschi em Portugal exercendo o cargo de alta confiança e importância de Administrador e Intendente Geral de todos os bens da Família Real e trouxe os dois irmãos João e Francisco Vicente, ambos militares[...] Regressando D.João a Portugal levou consigo João Bruschi ficando no Rio de Janeiro o Tenente Francisco Vicente Bruschi [...]. Vindo à Capitania de S.Pedro do Rio Grande do Sul, [...] então já Tenente Coronel graduado de milícias, casou-se com D. Delphia Carlota de Araujo Ribeiro[...]. Proclamada a Independência do Brasil à ela aderiu lealmente, sendo confirmado no Exército e promovido a Coronel do Estado Maior do Exercito [...] o Visconde do Rio grande aconselhou que adotassem a forma Brusque por ser a mais própria e a forma abrasileirada de Bruschi e desde 1846 ou 1847 foi essa forma definitivamente adotada.[1]
Araújo Brusque
Fonte: MAHVIM
Francisco Carlos De Araujo Brusque - filho do Coronel Francisco Vicente Brusque, era descendente de ilustre família do Rio Grande do Sul, obteve grau de bacharel em Direito em 17 de novembro de 1845; auditor de guerra em 1851 pelo Governo Imperial obteve medalha de ouro de mérito militar e as honras do posto de Coronel. Ocupou o cargo de Deputado Geral e foi nomeado em 6 de setembro de 1859: Presidente da Província de Santa Catarina. Depois de retirar-se da vida política em 1875 dedicou-se exclusivamente ao mister de advocacia. Faleceu em 23 de setembro de 1886, aos 64 anos sendo sepultado em Pelotas, Rio Grande do Sul. Quando das comemorações dos 138 anos de fundação da colônia, os restos mortais de Francisco Carlos de Araújo Brusque e familiares foram transladados para Brusque e repousa no jazigo localizado logo a entrada do Museu e Arquivo Histórico do Vale do Itajaí – Mirim (Casa de Brusque).

Para homenagear este ilustre personagem da nossa história, na manhã de sete de dezembro de 2011, na Praça Sesquicentenário, foi apresentado o busto de Francisco Carlos Araújo Brusque, uma escultura do artista Walter de Oliveira.

Referências

  1. BRUSQUE, Heráclito. Família Brusque: dados genealógicos e biográficos. In: Notícias de ‘Vicente-Só’, Brusque ontem e hoje. Brusque: Gráfica Bandeirante/SAB. Ano I, outubro, novembro e dezembro – nº 04. 1977.p.88 á 91.
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