Desfile do Sesquicentenário

De Sala Brusque Virtual

Roteiro

  • Marlus Niebuhr, Historiador.

Abertura: Bandas das escolas Municipais e Estaduais: Hino de Brusque. Desfile do Tiro de Guerra - TG 05-005

Tabela de conteúdo

1 O povo da terra.

Mosaico com fotos da Santa
Fonte: Prefeitura de Brusque
Xokleng, o povo de nossas matas-caçadores/coletores-, descobriu em Brusque, uma variada gama de animais como: anta, veado, porco do mato, cutia, coati, paca, bugio, tatu, tamanduá, ratão do banhado, gambás, capivaras, jacarés, lagartos etc.

A pesca era realizada com arco e flecha ou com armadilhas, como o cove (instrumento tipicamente indígena).

Lindos carás; pesados e lisos jundiás, e os teimosos cascudos enfiados em suas tocas, as lagostas de água doce, os camarões e ‘traiçoeira’ traíra...

Abertura: Grupo teatral atividade independente

Representantes: Escolas de Educação Básica Osvaldo Reis e Dom João Becker



2 Primeiros moradores e Vicente Só.

Nas terras localizadas à margem direita do rio, em frente ao local destinado à sede da Colônia Itajahy, já havia a presença de imigrantes, moradores de outras colônias e que exploravam a extração de madeira. Aqui, construíram serrarias, citamos Pedro Werner, Franz Sallentiem e Paulo Kellner.

Vicente Ferreira de Mello foi o primeiro a adentrar a mata e estabelecer moradia, por isso, a localidade ficou conhecida como Vicente Só.

Representantes: Escolas de Ensino Fundamental Paquetá e Vendelino Wiemes.

3 Vapor Belmonte

O vapor Belmonte, que fez parte da esquadra imperial, participou da importante batalha naval do Riachuelo em 1865, na Guerra do Paraguai. Foi nessa embarcação que chegaram a nossas terras os esperançosos colonos.

Foi a bordo do vapor que, durante um jantar, o nome do Presidente da Província Francisco Carlos de Araújo Brusque foi sugerido para identificar a nova colônia.

O Belmonte ancorou na barra do rio Itajaí-Mirim, em julho de 1860, na Avenida Cônsul Carlos Renaux.

Abertura: estúdio de Dança Slonsky, grupo de teatro Arte em toda parte.

Representantes: Escolas de Ensino Fundamental Augusta Dutra e Alexandre Merico, e Escola de Educação Básica Santa Terezinha.

4 Primeiros Imigrantes e famílias.

Guiados pelo Barão austríaco Maximilian von Schneeburg... Esperançosos colonos alemães seguiam em canoas rio acima, para seu novo lar...

A nominata: Augusto Hoeffelmann, João Wilhelm, Frederico Guilherme Neuhaus, João José Scharfenberg, Frederico Orthmann, João Germano Boiting, João Ostendarp, Jacob Morsch, Daniel Walter, Luis Richter… Representantes: Escolas de Ensino Fundamental Theodoro Becker e Ayres Gevaerd.

5 Barão de Schneeburg (As Cartas do Barão)

Esta ala representa as cartas (relatórios) do Barão Schneeburg trocadas com o Presidente da Província Francisco Carlos de Araújo Brusque, sobre os primeiros tempos da colônia.

Representantes: Escolas de Ensino Fundamental José Vieira Corte, Dr. Carlos Moritz e Padre Carlos Fuzão.

6 As Atividades da Colônia

O colono aprendeu não só a cultivar as sementes e raízes da terra mas também como transformá-las: da mandioca produziam farinha; do milho, o fubá; da cana, o açúcar e a cachaça. Usavam para isso, tecnologias como os engenhos e atafonas, que são dois diferentes tipos de moinhos. No princípio da colônia, ambos eram movidos à água, posteriormente, passou-se a usar tração animal para movê-los.

Também devemos mencionar as serrarias, as olarias e as cervejarias.

A Religiosidade já faz parte do cotidiano do nosso colono, surgindo a Igreja Católica e, em seguida, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana e a Igreja Adventista. Representantes: Escolas de Ensino Fundamental Lions Club Companheiro Oscar Maluche, Profª Augusta Knorring e Paróquia São Luiz Gonzaga.

7 Diversidade

Quando tratamos da entrada de imigrantes na Colônia Itajahy não podemos deixar de citar a presença de nacionalidades diversas, além do elemento alemão. Em documento oficial de 1864, ao Presidente da Província, o Barão von Schneeburg relata que nessa data, os imigrantes de língua alemã eram a maioria na Colônia, sendo 619, vindos, principalmente de Baden, seguidos dos prussianos em número 182. Além disso, o documento cita a presença de 11 holandeses, sete franceses, um suíço, 11 brasileiros, 11 portugueses, um sueco e um grego.

A partir de 1867 foram introduzidos, pela mesma política de imigração do Governo Imperial, imigrantes de outras partes da Europa, e também da América do Norte - destacando-se poloneses e irlandeses remigrados dos EUA.

Além da presença de diferentes elementos europeus e luso-brasileiros na Colônia Itajahy, há também indícios de moradores negros na própria Colônia e região.

Representantes: Colégios Honório Miranda, Cônsul Carlos Renaux, São Luiz e a Prefeitura Municipal de Guabiruba.

8 Alimentação

A farinha de trigo era a base alimentar do alemão em sua terra natal. No Brasil, ao contrário, a farinha de trigo era escassa, sendo substituída pela farinha de mandioca e pela farinha de milho, o fubá. Outras mudanças como: as substituições de carne fresca, centeio, leite e queijos usados na Europa pelo charque e pelo feijão.

No ano de 1861, os colonos produziam legumes variados, arroz, milho, feijão, batata, inhames, mangaritos, taiá, mandioca e café. Dois anos depois era introduzido o cultivo da cana-de-açúcar, do algodão e do tabaco, ainda árvores frutíferas, especialmente, bananeiras e laranjeiras. Representantes: Escolas de Ensino Fundamental Poço Fundo e Ponta Russa.

9 Industrialização

João Bauer, em 1890, desenvolveu a primeira tentativa de produção de tecidos no município, contando com ajuda dos imigrantes poloneses, conhecidos como tecelões de Lodz. A segunda tentativa, que logrou êxito, deu-se com o apoio de Carlos Renaux, comerciante, que instalou teares de madeira rústicos, construídos pelos próprios poloneses, dentro do depósito de sua casa de comércio, em 1892, fundando a Indústria Têxtil de Brusque (Fábrica de Tecidos Carlos Renaux S.A).

Em 1898 tivemos o início das atividades da Buettner S.A Indústria e Comércio, tendo como fundador Eduardo von Buettner, que se especializou na fabricação de bordados finos. Em 1911 tivemos a fundação da Cia. Industrial Schlösser, voltada para tecidos populares e toalhas de mesa e rosto. A modernização do parque industrial dá-se com a inauguração da usina elétrica, construída na Guabiruba Sul, em 1913. Também tínhamos nos idos de 1950, indústrias alimentares, de bebidas e refrigerantes, extrativista mineral e vegetal, fecularias, móveis e esquadrias...

Abertura: Grupo de Arte Expressarte.

Representantes: as escolas de Ensino Fundamental Prof.ª Isaura Gouvea Gevaerd, Profª. Georgina de Carvalho Ramos da Luz e Cedro Alto.

10 Movimento Operário

Em 1933, do dia 1º de maio, realizou-se o I Baile Operário, em comemoração ao Dia do Trabalho. Surge as figuras de José Walendowsky, Rodolpho Orthmann e Manuel dos Santos, que lançam a ideia de criar a “Liga Operária Brusquense”. Mesmo com chuva, muitos se empolgaram e organizaram uma passeata matinal no centro da cidade. Esta é a origem do “Syndicato dos Operários de Brusque”.

Brusque era conhecida pelo vai e vem dos operários pela cidade. A bicicleta era o meio de transporte por excelência, e como era cara uma bicicleta!!!

Muitas foram as lutas dos trabalhadores que marcaram a história da cidade. Representantes: Escolas de Ensino Fundamental Angelo Dognini e Nova Brasília

11 Arquitetura

As primeiras moradias eram simples, verdadeiras cabanas, já que o colono não dispunham do material necessário para construção de moradias no início da colonização. As técnicas de construção usadas na Alemanha foram substituídas pelo improviso e o aproveitamento dos escassos recursos existentes na Colônia: o uso das palmeiras supriu a falta de grande parte dos materiais.

Os mourões eram de madeira, as paredes erguidas com ripas de palmito, os caibros eram feitos de palmeiras e cobertos por palhas em vez de telhas e sob os pés não havia assoalho, apenas o chão batido.

A construção enxaimel consiste na articulação da madeira de forma horizontal, vertical e inclinada, formando uma armação que é preenchida por tijolos e coberta por telhas. O modelo arquitetônico enxaimel, tão lembrado nos estudos sobre as tradições da colonização germânica, passou a ser utilizado quando a Colônia pôde fornecer os materiais necessários como a madeira de boa qualidade, os tijolos e telhas fabricados nas olarias. Abertura: Grupo de teatro Arte em toda parte.

Representantes: Escolas de Educação Básica Padre Lux, João XXIII e Ivo Silveira

12 Brincadeiras de Criança

Naquela época se brincava na rua, pois eram calmas... As brincadeiras eram de pegar, de roda, de esconder.

Também tínhamos o jogo de amarelinha e, ainda, do “mico preto”, a rolha e o carvão, e os rostos ficavam pretos.

Como nos esquecer dos banhos de rio, nas “prainhas”... Na Rua das Carreiras!

Nos deliciosos pomares dos vizinhos havia muitas frutas... E a aventura de descer os morros cobertos de capim–gordura, em “cascas de coqueiro”.... As pescarias de piavas nos riachos, as arapucas debaixo dos pés de laranjeira....

Havia o peão, a pandorga, as “fundas” penduradas no pescoço e os bolsos cheios de pedrinhas. As “cobras de mentira”, puxadas para espantar o andante distraído nas calçadas, ou a moeda pregada para testar os avarentos...

Brincadeiras, muitas brincadeiras! Abertura: Academia Somma Representantes: Escolas de Ensino Fundamental Pe. Luiz Gonzaga Steiner, Rio Branco, Adelina Zierke, Edith Gama Ramos, Edith Krieger Zabel.

14 Lazer...

Em 14 de setembro de 1913 foi fundado o Sport-Club Brusquense.

Os brusquenses marcavam presença nos torneios de futebol, nos bairros da cidade, nos inesquecíveis clássicos do Clube Atlético Cônsul Carlos Renaux e Clube Esportivo Paysandu.

Domingo era o dia do lazer, com a famosa “tarde dançante” ou “domingueiras”, também, os concorridos bailes de salão, abrilhantados pelas bandas da cidade, como: a Banda Musical Concórdia, Jazz-Band América, Jazz-Band Chopp Com Rosca, Jazz Band Ideal, entre outras.

O famoso “fazer avenida”, um desfile das moças pela rua central da cidade, atraindo o olhar dos jovens. Nesse contexto, surge o cinema, como não se lembrar do olhar sempre presente dos lanterninhas... E como se esquecer da Matinê?

Circos e palhaços... Touradas!

Também tínhamos as pescarias dos “carás de meio quilo” e dos muitos jundiás, as canchas de bocha... Até corridas de cavalo!

A Sociedade de Caça e Tiro foi a principal das sociedades da época. Para se ter uma ideia, o salão da Schützen-Verein foi palco para apresentações artísticas... A Schützenfest (Festa do Tiro) era a maior festa da colônia.

Para os namorados, os passeios de carros de mola pelas pacatas ruas da cidade. Representantes: Escola de Ensino Fundamental Alberto Pretti e a Escola de Educação Básica João Hassmann Figurino: Unifebe, ASSEVIM, SENAC, SENAI

15 Brusque Contemporânea

A contribuição das entidades ajudando a tecer a nossa história.

  • APAE / Clínica Uni-duni-tê
  • UNIFEBE
  • Lar Menino Deus
  • Grupo Escoteiro de Brusque
  • Rede Feminina de Combate ao Câncer
  • CEVISAT
  • Núcleo Professores Aposentados
  • Sociedade Santos Dumont
  • Defesa Civil
  • Clube de Desbravadores
  • Projeto Jesus Cristo Nosso Salvador
  • Assembleia de Deus
  • APVAEB
  • SESC
  • Turma do Bolinha
  • Clube Caça e Tiro Araújo Brusque
  • Lions Clube Berço da Fiação
  • Brusque Trail Clube
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